Apesar os 17 ilustres convidados não se terem dignado a aparecer – os assessores justificaram com a incerteza do acto de posse – “Nino” Vieira, seis anos após o derrube, tomou posse como Presidente da Guiné-Bissau.

No acto de posse, prometeu colaborar com o Governo – veremos até onde irá essa promessa – no desenvolvimento do país principalmente nos grandes projectos que ajudem a Guiné-Bissau a "acertar o passo com o mundo".
Bonitas palavras. Tão bonitas como aquelas que se esqueceu de dizer ao não evocar o seu antecessor, e unanimemente reconhecido como um Homem que fez um excelente trabalho durante a transição – falo de Henrique Rosa – mas já não esqueceu – nem poderia, porque de parvos nada têm os seus principais assessores – os militares, em especial, o actual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, major-general Na Waie, através de quem prestou sentida homenagem às Forças Armadas.
Vamos a ver como se irá comportar o recém-empossado presidente.
Defendeu uma reforma das Forças Armadas e a criação de uma coerente Lei de Defesa Nacional, a reabilitação das inoperantes infra-estruturas do país, em especial com a criação de portos-francos (o que entenderá por isso, não explicitou) e tornar a Guiné-Bissau numa referência democrático no mundo" (quando se tem como principais colaboradores e apoiantes dois homens como Fadul e Yalá, essa notória referência passa a ser preocupante).
Mas até prova m contrário, somos todos inocentes e credores de boa esperança.
E é essa esperança que há muitos anos os guineenses almejam.
Pode ser que agora singre.
Franceses, senegaleses e guineenses (os do outro lado) dizem que apoiarão a nova estrutura dirigente. Com que meios, com que objectivos e com que dividendos, o futuro dirá.
Não me parece que a Lusofonia venha a ganhar alguma coisa, apesar de ter sido este o primeiro país europeu que “Nino” visitou…

Publicado no Noticias Lusófonas / Opinião, de 01.Out.2005

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