O que é que realmente poderá surgir das eleições de amanhã? Uma nova política? Ou, tão só, a manutenção de um já caduco status quo guineense? Uma política corrupta versus uma aptidão castrense para o poder?
É aqui que os eleitores guineenses terão de dizer a sua palavra. Nino e Ialá que, de início, pareciam querer entrar num verdadeiro jogo político em favor do país, acabaram por mostrar que os antigos vício se mantém inalteráveis.
Nino continua a pensar que foi a guerra que destruiu o país, como o próprio o deu entender, num dos comícios, em Gabu.Ialá, igual a si mesmo, depois de considerar Nino o seu mais importante adversário, acabou por o desprezar, chamando de "defunto político" e classificar todo e qualquer resultado que não seja a seu favor, como fraudulento.
Artigo/Análise publicado no Jornal de Notícias/Comentário, em 18.Jun.2005, e citado e publicado no Notícias Lusófonas, em 18.Jun.2005
